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JUVENIS - DERROTA PESADISSIMA MAS MERECIDA

QUE SIRVA DE LIÇÃO PARA TODOS. TEMOS QUE APRENDER A NÃO COMETER ESTE TIPO DE ERROS, PARA NÃO VOLTARMOS A SER ENVERGONHADOS

Paulo Faria
28 de janeiro de 2009
Nada fazia esperar perdermos este jogo por uma diferença tão dilatada, tudo porque no último jogo com o Arcozelo, apesar de termos perdido, mostramos uma atitude correcta e só nos faltou a sorte para marcar. Assim tudo levava a crer que estávamos no caminho certo, mas não foi isso que veio a acontecer.
 
Entramos em campo sem agressividade, sem espírito de equipa e de luta, sem saber sofrer, sem ajuda permanente entre os 3 sectores da equipa, onde os meus jogadores, principalmente os do meio campo, conduziam a bola com excesso de egoísmo e individualismo, até a perderem.
Os jogadores do Leixões eram rápidos e agressivos, ganhavam facilmente a luta a meio campo, ficavam com posse de bola e chegavam com toda a facilidade ao nosso último reduto.
Ao contrário os nossos jogadores perdiam sempre a bola, ficavam parados sem irem em socorro da defesa, assim o adversário chegava sempre com superioridade numérica à nossa baliza.
A defesa não estava mal, mas ao aliviar a bola cedeu muitos pontapés de cantos; o adversário estava bem preparado para estes tipos lances. Chegou ao golo com um cabeceamento ao segundo poste, mas que fique bem claro que não foi por falta de aviso dos treinadores (P. Faria e Viana) para isso, e como sempre acontece somos facilmente batidos neste tipo de lances.
Do meu ponto de vista deve-se à falta de coragem, diria mesmo medo do jogo aéreo, sem velocidade para anular este tipo de lances, onde é necessário fazer marcação serrada, chegar sempre primeiro a bola e saltar mais alto que o adversário, o que raramente conseguimos fazer.
No entanto conseguimos empatar o jogo com um golo do Brito acabado de entrar, interpretando correctamente aquilo que nós lhe tínhamos pedido no momento da sua entrada.
Poucos momentos depois o adversário chegou ao 2º golo com um alívio da nossa defesa. A bola vai parar à entrada do lado esquerdo da nossa área e o jogador adversário sem ter sofrido a mínima pressão da nossa parte conseguiu rematar com facilidade, fazendo o 2º golo. Um tipo de lance já por nós sofrido várias vezes esta época; mas os meus jogadores tardam a aprenderem com os erros e voltam de jogo em jogo a cometê-los.
Chegamos ao intervalo a perder por dois a um.
 
Para a 2ª parte estava reservado o pior, fiquei desolado com o acidente que sofreu o meu jogador André Anjos. Tive mesmo vontade de partir e deixar o clube. Para ele rápidas melhoras e que volte o mais rapidamente para junto de nós.
Perdemos na 2ª parte por 7 a 0, cometendo erros atrás de erros, sempre com excesso de egoísmo e de individualismo, perdendo a bola sucessivamente. Raríssimas vezes conseguimos manter a posse bola e o Leixões chegava como queria à nossa baliza, fazendo golos atrás de golos.
 
Se queremos ganhar, que seja já no próximo domingo, temos que ser uma equipa, com capacidade de luta e sofrimento para defendermos bem e contra-atacar melhor; sem individualismos e egoísmos, sem medo do adversário, sempre respeitando-o e desconfiados das suas capacidades, jogando ao primeiro toque.
Para isso é necessário sermos dinâmicos, movimentarmo-nos sem bola para criar linhas de passe a quem a conduz, esse libertá-la rapidamente para assim evitar ao máximo as perdas de bola e conquistar o golo.
 
Não quero deixar passar o momento para desejar as rápidas melhoras ao Treinador Sr. António Moreira, trazido por mim para este Clube. Sabia que com ele os miúdos iam aprender a jogar futebol e a serem homenzinhos.
Peço a Deus que não o abandone, porque a sua família precisa muito dele e está a sofrer com a sua ausência.
Nós necessitamos dele também do nosso lado, esperamos que neste intervalo sejamos capazes de manter o seu trabalho, que não é fácil, porque ganhar não está ao alcance de todos.
 
Um grande abraço
Paulo Faria

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